Franquia I Um mercado que não para de crescer
De acordo com a Associação Brasileira de Franquias (ABF), o segmento encerrou 2010 com crescimento de 20% em relação ao ano anterior, faturamento de R$ 76 bilhões e 777 mil empregos diretos. Nos últimos cinco anos, o setor cresceu uma média de dois dígitos por período. Neste ano, apesar do esfriamento da economia nos primeiros meses, o mercado espera crescer 15%.
A previsão é que o franchising duplique de tamanho até 2014, ano da Copa do Mundo. “Até lá as empresas devem movimentar mais de R$ 150 bilhões”, prevê o presidente da Associação Brasileira de Franchising e da rede Bobs, Ricardo Bomeny, em entrevista à revista Franquias & Negócios.
Nunca houve também tanto interesse de empresas estrangeiras pelo mercado brasileiro. Atualmente apenas 8% do total das franquias existentes no Brasil são de marcas internacionais. “Por ser um volume baixo e existir grande interesse das multinacionais virem ao Brasil acredito que o total deva superar 15% até a Copa. Existem inúmeros consultores contratados pelas marcas estrangeiras em busca de boas oportunidades no Brasil em setores como alimentação, luxo, cosméticos, moda e hotelaria, que deverá deslanchar com a Copa e Olimpíadas”, disse Bomeny.
O desempenho do setor acompanhou a boa performance da economia brasileira dos últimos anos, alavancada pela grande oferta de crédito e o aumento do poder de compra da população. 'O surgimento das microfranquias (franquias cujo investimento inicial não passa de R$ 50 mil) é o reflexo dessa nova realidade do mercado', explicou Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF.
Para o executivo, outro fator que explica o crescimento do setor é a grande expansão dos shopping centers, em especial no interior do país. “Hoje, quase 60% dos lojistas que ocupam os novos shoppings são de marcas franqueadoras. Ou seja, temos ótima sinergia com outro segmento que vive boa fase de expansão”, disse.
Sendo assim, um dos setores mais promissores é a microfranquia, que não exige grandes investimentos em pontos comerciais, número de funcionários e cria a possibilidade de se prestar serviços a partir da casa do novo empreendedor. Também a área de serviços oferece grande potencial de crescimento. Diversos setores estão bem há muitos anos, entre eles alimentação, cosméticos, acessórios, bijuterias e o de capacitação (computação, educação corporativa e idiomas). São negócios que crescem a taxa de 20% para cima ao ano.
Apenas em 2010 surgiram 212 novas redes de franquia no mercado. Por trás desse número estão indústrias que cada vez mais buscam operações de varejo; times de futebol que após o sucesso da loja O Poderoso Timão apostam nesse nicho de mercado; e as inovações como as casas de frozen yogurt.
A expansão internacional continua em alta. Atualmente, existem 68 redes brasileiras atuando no exterior. Elas estão presentes em 49 países, em todos os continentes, o que representa 4% do total das marcas nacionais. “Nossas empresas precisam competir por maior espaço no Exterior. Afinal, muitas são referência de qualidade. O Boticário, por exemplo, é a maior empresa brasileira franqueadora do mundo na área de cosméticos”, afirmou Ricardo Bomeny.
Como acontece com qualquer empresa, há prós e contras ao abrir uma franquia:
Prós
1. Você vai representar uma marca estabelecida e ser parte de um sistema operacional com estrutura de gestão definida.
2. A taxa de falha de franquias é muito baixa.
3. Os associados franqueados podem ajudar a gerar novas ideias e fornecer apoio adicional. Além do mais, eles atuam como referência para você medir seu progresso.
4. É possível aprender com os erros dos outros, desenvolver treinamentos e receber apoio em vez de confiar em seu próprio julgamento.
5. Os produtos já são bem conhecidos.
6. Com o sucesso de franquias vem potencial de crescimento dentro da organização, tais como oportunidades para comprar novos estabelecimentos pré-financiados.
7. Se algum dia você decidir que quer sair, será capaz de encontrar um monte de gente disposta a comprar um negócio em andamento.
Contra
1. Você não vai ser seu próprio patrão, nem totalmente independente para tomar suas próprias decisões.
2. Não será capaz de fazer alterações às operações da franquia, pois tem que seguir o método testado e comprovado. Ou seja, não há espaço para inovação.
3. Tem que pagar royalty baseados em um percentual de suas vendas mensais.
4. Se qualquer uma das franquias de outra irmã gerar publicidade negativa ou a atenção da mídia, sua franquia também sofrerá a reação de tais alegações.
5. É mais caro para comprar uma franquia do que iniciar seu próprio empreendimento independente - cerca de 40% a mais!
6. Vai ficar vinculado por um contrato com muitos termos e condições.
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